Desapegar.
Temos (tenho, para ser sincero) a tendência de querer conservar aquilo que nos é agradável, que nos causou boas sensações e criou boas memórias. Não queremos (eu não quero) – evidentemente – esquecer o que foi bom e, mais, existe essa vontade de reviver bons momentos, essa já faladas boas sensações. Então muitas vezes nos fixamos (não sei se essa é a melhor palavra) em momentos do passado. E a pessoas também.
Sempre digo que tenho o maior respeito e valorizo aquelas pessoas que participaram da minha vida, que tiveram importância em determinado momento, e que são parte da minha história. O erro talvez ocorra quando quero (ou tento) fazer com que elas permaneçam quando já não faz mais sentido, quando o tempo que tinham em minha vida (e eu na delas) acabou, quando não existe mais conexão, o que é normal da vida.
Demoro, muitas vezes, em desapegar.
Não que a vida não siga seu fluxo, não siga em frente. Segue, sigo. Só que existem essas janelas, esses momentos em que tenho vontade de recuperar, reanimar relações que se perderam com o tempo. Erro meu, eu sei. É parte de quem sou, paciência. Também, por outro lado, vou aprendendo a reconhecer essas situações cada vez mais rápido, e – sim, a como já disse, a desapegar.
Pessoas, e coisas.
Até.
